Tel Aviv a cidade mais religiosamente livre de Israel

Tel Aviv é a cidade mais religiosamente livre de Israel, de acordo com o índice de 2019 da organização secularista Israel Be Free, conquistando o título que foi de Modi’in no ano passado.

O índice, conduzido sob a supervisão acadêmica do professor Amit Schechter da Universidade Ben Gurion, julgou as 24 maiores cidades de acordo com 10 critérios, incluindo transporte público e comércio no Shabat, orçamento para serviços religiosos, supervisão municipal de ONGs externas que oferecem educação religiosa nas escolas, provisão para a comunidade LGBT, disponibilidade de enterro civil e provisão para comunidades não-ortodoxas, entre várias outras.

Os pontos foram atribuídos de acordo com os aspectos seculares das políticas de uma cidade. As cidades com a menor proporção de fundos disponíveis para serviços religiosos em comparação com o tamanho do orçamento municipal geral obtiveram uma pontuação mais alta, assim como as cidades que fornecem mais transporte e comércio público no Shabat, bem como as que fornecem o menor número possível de recursos separados por gênero e financiados publicamente.

Segundo Israel Be Free, Tel Aviv liderou o índice deste ano com uma pontuação de 77 em 100, porque aumentou a liberdade religiosa para grupos não-ortodoxos e LGBT, permitiu o transporte público e maior atividade comercial no Shabat, e em geral, “provou que os municípios pode criar liberdade para os cidadãos israelenses em suas vidas cotidianas, às vezes até mais do que o governo nacional.”

Modi’in ficou em segundo lugar, com 70 pontos, principalmente porque seu conselho municipal opera diretamente serviços religiosos sem um conselho religioso local. Ela conseguiu financiar comunidades e eventos pluralistas e não-ortodoxos. Modi’in também ganhou pontos pelo acesso ao transporte público no Shabat, ao enterro civil e ao apoio a grupos e organizações LGBT na cidade.

Herzliya ficou em terceiro lugar com 63 pontos. A última cidade da lista foi Bnei Brak com sete pontos, indicando o maior orçamento para serviços religiosos, cerca de 3,7% do orçamento geral, e não tendo atividade comercial ou de transporte no Shabat. Israel Be Free reconheceu que esta situação está de acordo com a população extremamente ortodoxa da cidade, mas disse que uma cidade onde não há liberdade religiosa para comunidades minoritárias não pode ser considerada livre.

Dimona, Beit Shemesh, Ashkelon e Petah Tikva chegaram a 17, 19, 21 e 26 pontos respectivamente.

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