Corona: material informativo para enfrentar a crise

Seguro Desemprego e o governo

Lishkat Hataasuka e Bituach Leumi: esses dois sites dos órgãos encarregados pelos desempregados e o seguro social em Israel estão supercongestionados e é difícil entrar com processo de pedido de seguro desemprego. Tente horários alternativos onde o tráfego seja menor e provavelmente irá conseguir. Não envie sua solicitação por correios e muito menos vá pessoalmente. Pedidos online serão priorizados e os outros poderão levar até meses.

Autônomos

O governo anunciou que esses receberão auxílio de 6,000 shekels, mas não existem diretrizes e ninguém sabe ainda quando e como entrar com o pedido. Essa soma de 6,000 será paga somente aos autônomos que ganham menos de 300,000 shekels por ano.

Os autônomos serão os mais afetados. O governo começou hoje a falar de “planos” para ajudar essa população e para essa finalidade abriu um comitê. Sabemos de experiencia passada que quando se forma um comitê para resolver um mega problema em governo transitório os resultados serão insignificantes.

MAAM – 17% impostos de compra

Se você não tem como pagar a MAAM esse mês (pode ser mensal ou bimensalmente) deve estar ciente que poderá adiar o pagamento que deveria ser feito nesse dia 15 para o mês que vem (abril). Nesse caso estará causando um outro problema que o governo não conta aos “distraídos”. Você agora pagará em 15/4 suas dívidas tributárias pela data de 15/3, mas em 15/5 terá que pagar as dívidas do mês de maio e vai precisar de verbas extras que provavelmente ainda não terá.

Pense nisso e faça o possível para não adiar pagamentos porque em breve essas benevolências terminarão assim como surgiram e você estará endividado com a pior repartição do governo como devedora (Maam). Não vão ser tolerantes por muito tempo porque se forem, os cofres do governo poderão ficar zerados em breve.

O porta voz do Ministério da Saúde e a “histeria epidêmica”

Quem estava morando em Israel quando o Sadam Hussem lançou centenas de foguetes sobre Tel Aviv e Ramat Gan em 1991, com certeza se lembra do Shay Nachman, o porta-voz do exército que foi denominado o “apaziguador nacional” e merece esse mérito.

No meio do pandemônio, falta de informações, foguetes caindo em grandes áreas de população e um verdadeiro caos, o povo escutava sua voz calma, firme, muita clara e confiante que conseguia acalmar a população proporcionando uma sensação de segurança para todos.

Hoje você lê ou escuta o porta-voz do Ministério da Saúde e fica imaginando “quanto ele deve ganhar para alarmar, amedrontar, aterrorizar e desinformar a população”.

Nesse momento, enquanto essas palavras estão sendo escritas a “noticia” desse porta-voz é que “na pior das hipóteses 20.000 israelenses morrerão”. É triste saber que ele não será julgado no futuro por incitar o pânico mesmo que morram somente 10 pessoas em Israel, mas sim será “aclamado por ter prevenido a população”.

Não se deixem levar pelo pânico do Ministério da Saúde, gerenciado através de funcionários irresponsáveis e inadequados. A vida não vai acabar e não teremos 20 mil mortos.

Levantar essa hipótese é nada mais que uma afronta a inteligência e um abuso aos direitos que foram outorgados a esse porta-voz. Aterrorizar a população não está incluída na lista de suas funções.

Eu espero que você não faça parte do grupo de “trabalhadores especiais”

Esses pobres coitados chamados de “especiais” são aqueles que se acham hoje “presos” em Israel. Estamos falando de dezenas de milhares de trabalhadores estrangeiros que não podem se dar ao luxo de sair de Israel, não tem família em Israel, não pertencem a sociedade e vieram a convite para trabalhar legalmente. Eles não têm como sobreviver e apesar da muita boa vontade do governo (fica na boa vontade sem esforço algum).

O mais impressionante é o fato de que a nossa polícia que deve estar “muito sem trabalho”. A polícia vem se ocupando em entrar ou invadir os apartamentos desses trabalhadores estrangeiros e também os ilegais que estão morando em lugares com super locação (muito acima do que é permitido por lei), ordenando que se dispersem.

Esse é o problema de super locação de moradias é algo conhecido e não é novo. Em vez de produzir soluções, a política do governo está causando mais pânico. Ninguém sabe explicar a razão desse desatino e certamente ninguém vai dar moradia para nenhum desses trabalhadores, não se depender do governo.

Se você faz parte de uma minoria de “criminosos” de fronteira

Ou seja, se você está ilegalmente em Israel como centenas de outros brasileiros, não vai ter como “legalizar” sua situação agora, mas também não será preso a não ser que cometa um ato criminoso. Nesse caso não sei se estão deportando esses criminosos, mas na verdade ninguém sabe dizer porque neste momento a situação está muito confusa.

Cheques sem fundos

O governo decretou hoje que mesmo que tenha 10 cheques não descontados pelo seu banco por falta de fundos, não vai entrar na lista negra de “mugbalim” ou seja a lista do banco central das pessoas que passaram do limite máximo de cheques devolvidos. Esses não poderão mais usar cheques ou cartão de crédito por um longo período estipulado por lei dependendo do caso.

Misrad Hapnim – entrevistas

Para quem já tem entrevistas marcadas deve verificar antes de se apresentar se essa entrevista ainda está de pé. Não vejo necessidade dessa entrevista, já que é necessário ter um tradutor, 2 pessoas a serem entrevistadas (o casal) e o entrevistador somando 4 pessoas juntas na mesma sala pequena e abafada. Não vejo como farão entrevistas sem quebrar as leis.

O grupo dos mais afetados

Não seria justo falar em mais ou menos afetados, mas com certeza existem grupos que não tem onde se amparar. Um desses grupos é dos idosos que não possuem família ou tem família que não se importa com o bem estar deles; esse grupo está no topo da pirâmide daqueles que estão em perigo em caso de possível contaminação porque para os idosos e aqueles com doenças pré-existentes o risco de falecer por complicações causadas pela corona é muito maior.

Para quem sabe ler hebraico o link para o artigo da Ynet é interessante.

A economia

Só existe um fator que vai decidir quando esse pânico e tomadas de decisões extremas vão terminar – Com o impacto econômico.

Mesmo em países comunistas, a economia é aquela que dita quando o país chegou no “ponto crítico”; sendo esse limite quando o governo estiver com suas reservas saturadas com os gastos no controle da crise, sem poder receber os impostos que o Estado arrecada em tempos normais.

Pessoalmente, mesmo não sendo economista, eu acredito que no final de maio ou meados de junho o Estado chegará ao ponto crítico da economia israelense. A partir desse momento, Israel estará marchando para a falência ou mudará de política de controle de crise.

Não somos Europa ou EUA e não podemos nos comparar a nenhum outro país, especialmente quando Israel gasta 50% de sua economia em defesa.

Uma ideia para pensar

Como você e sua família estão se preparando para o fim da crise? Não temos 1 trilhão de dólares para injetar na economia como os americanos e nem os bilhões que os países europeus têm em seus cofres.

Depende de cada um de nós se preparar para o futuro e como disse anteriormente, não contem com auxílio do governo e nem com milagres.

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