Curiosidades sobre aliá: de quem não fez ainda e de quem já fez

Por Heidi Rosenthal Ginzel

Vou para Israel, estou feliz, lá é meu lugar… sou judeu…

Você está vivenciando sentimento de pertencimento, é uma necessidade que temos para sentir segurança frente ao desconhecido e lidar com a insegurança frente ao novo.

Penso, como todos serão bonzinhos e farão tudo por mim, terei ajuda e uma vida melhor.

Verdade, o imigrante terá ajuda e apoio a princípio, porém é idealização de que Israel fará tudo por você, é um sentimento paternalista. A verdade é que só você pode fazer o movimento para crescer, ir atrás, evoluir, construir um novo melhor.

“Doutora , quando eu já estava seis meses aqui em Israel , me vi deitada num sofá, sozinha em casa, silêncio total, e me pego pensando… quem sou eu… não escuto a resposta… que faço aqui…. o que fiz com minha vida… onde estou… me sinto um ET…… aiii que dor… sou uma estranha… o que fiz…”

Concordo, pode doer, pois vindo para cá trazemos nosso modelo antigo de vida do Brasil, mas é necessário fazer um luto, se despedir, gerar um vazio, para abrir espaço para o novo.

A dor, o sofrer traz um vazio e é neste vazio que construímos o novo. O emocional precisa viver a perda do antigo para abrir espaço ao novo, assim como o ET, precisamos encontrar o nosso lugar.

E que oportunidade para sair do piloto automático e fazer escolhas mais conscientes.

Pensem, que delícia e que prazer poder participar de nossa construção e ainda poder escolher, assumir a frente de nossas vidas, que oportunidade incrível. Levamos a vida e não a nossa vida que nos leva.

Na verdade, se faz necessário mudanças de valores e de hábitos, é uma necessidade para adaptação, e não se preocupe pois isso vai acontecendo gradualmente.

Em Israel renascemos e iniciamos como crianças, engatinhando para depois andar. É uma oportunidade de construir uma vida melhor.

Foto: Pikrepo

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