Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

De acordo com dados publicados hoje, véspera do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, pela Autoridade para os Direitos dos Sobreviventes do Holocausto no Ministério da Igualdade, existem atualmente, em Israel, 165.800 sobreviventes do Holocausto e vítimas do antissemitismo.

A idade média dos sobreviventes do Holocausto vivos é de 85 anos, e Haifa é a cidade com maior população, 11.300 pessoas. No ano passado, 15.324 sobreviventes morreram em Israel. Cerca de 31.000, ou seja, 19% dos sobreviventes, passaram dos 90 anos, e mais de 950 sobreviventes do Holocausto passaram dos cem anos.

Dos sobreviventes, 60% são mulheres – cerca de 105.000, cuja idade média é de 85,4 – um pouco mais do que a idade média dos homens; 64% são nativos da Europa. A maioria deles, 59.900 homens e mulheres, são da antiga União Soviética. 19.100 são nascidos na Romênia, 8.900 são nascidos na Polônia, 4.500 são nascidos na Bulgária, 2.400 são nascidos na Hungria e 2.300 são nascidos na Alemanha.

O restante, 36%, são nativos da Ásia e do norte da África. Destes, 30.600 são nativos do Marrocos e da Argélia que sofreram com o antissemitismo e várias restrições durante o regime de Vichy. 18.000 são judeus de Bagdá que sobreviveram aos distúrbios de Farhud, no Iraque, em junho de 1941.

Cerca de sete por cento (11.000) são da Tunísia e da Líbia que sofreram com leis raciais e foram enviados para campos de concentração e trabalhos forçados. Cinco por cento dos sobreviventes imigraram para Israel antes do estabelecimento do estado, 11% dos sobreviventes imigraram para Israel no final de 1948, cerca de 80.500 (48%) imigraram para Israel no final da década de 1950 e mais de um terço (35%) imigraram para Israel a partir de 1989.

Em 2021, mais 98 sobreviventes do Holocausto imigraram para Israel.

Haifa é a cidade com mais sobreviventes, 11.300, seguida de  Jerusalém com 10.300, Tel Aviv com 8.900, Ashdod com 8.200, Netanya com 8.000, Beer Sheva com 7.050, Petach Tikva com 6.700 e Rishon Lezion com 6.500.

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O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, 27 de janeiro, foi implementado através da Resolução 60/7 da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em 1º de novembro de 2005.

A data marca a liberação do campo de Auschwitz-Birkenau e tem por objetivo homenagear as vítimas do nazismo. A mesma resolução apoia o desenvolvimento de programas educacionais que mantenham a lembrança do que aconteceu durante o Holocausto prevenindo assim futuros genocídios.

A Resolução 60/7 não apenas estabelece o dia 27 de janeiro como o Dia Internacional de em Memória das Vítimas do Holocausto, ela também rejeita qualquer tipo de negativa da existência do Holocausto.

O propósito deste dia é não esquecer o genocídio em massa de seis milhões de judeus pelos nazistas e colaboracionistas. Este constitui um dos maiores crimes contra a Humanidade de que há memória.

Fontes: Walla e United States Holocaust Memorial Museum
Foto: Logotipo do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocasuto