Governo vota hoje fim do Passaporte Verde no comércio

Os representantes do comércio pressionaram e o governo mudará sua política: uma proposta que será votada neste domingo elimina efetivamente o Passaporte Verde em lojas de rua, shopping centers e centros comerciais e introduz o selo roxo que inclui limite de clientes, dependendo da área da loja (exceto lojas de alimentos e farmácias).

De acordo com a proposta, as lojas com área superior a 100 metros quadrados poderão admitir clientes com distanciamento de 15 metros quadrados por pessoa, e lojas com área menor que essa, poderão admitir um cliente para cada 7 metros quadrados ou quatro clientes para toda a loja, o que for mais alto.

Além disso, a nova proposta permitirá que os proprietários de shoppings cerquem os complexos de alimentação e permitam a entrada neles apenas para quem apresentar o Passaporte Verde, semelhante ao que foi feito atualmente no Azrieli Mall, em Tel Aviv.

Os shoppings serão obrigados a trocar o ar pelo menos três vezes por hora e designar fiscais para informar os transeuntes sobre o dever de máscara.

Nos últimos dias, o primeiro-ministro Naftali Bennett instruiu altos funcionários do Ministério da Saúde a se prepararem para um cenário rigoroso de até 4.000 pacientes corona em estado crítico, embora os especialistas estimem que este número chegará, no máximo entre 1.000 e 2.500 pacientes.

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O sistema de saúde atuará para reduzir o número de pacientes em estado grave ampliando o uso do medicamento anticorona da Pfizer, que chegou ao país na semana passada, e vacinando pessoas com 60 anos ou mais.

Bennett também ordenou a expansão do uso de testes de antígenos em locais estratégicos, como hospitais, polícia, instituições e centros governamentais. O primeiro-ministro instruiu ainda a examinar uma redução no trabalho nos ministérios e o deslocamento de mais trabalhadores para trabalhar em casa, bem como um exame de maior flexibilização do esquema de isolamento para pais cujos filhos estejam contaminados. O número de dias de isolamento para os vacinados pode ser reduzido.

O Ministério da Saúde esclarece que os testes de antígenos realizados pelas autoridades (testes institucionais) são “absolutamente eficazes” na detecção do ômícron, a partir do segundo dia de infecção. A preocupação é que as pessoas contaminadas não realizem testes caseiros de antígeno conforme necessário e infectem outras pessoas. Especialistas acreditam que a diminuição do número de infectados na onda atual será “muito mais rápida”, assim como o aumento está sendo muito mais rápido.

Estima-se que a onda dure cerca de dois meses, uma diminuição no número de verificados começará a ser vista dentro de algumas semanas. Especialistas estimam que o número médio de dias de hospitalização para os infectados com Omicron é de cerca de quatro a cinco dias, em comparação com uma média de nove dias de hospitalização para os infectados com a cepa Delta.

Fonte: Ynet
Foto: Canva