“Israel está preparado para as ameaças”, diz Lapid

O primeiro-ministro, Yair Lapid, alertou, na terça-feira que o Irã provocará o “braço longo” de Israel se continuar em seu caminho para se tornar um Estado nuclear.

“Ainda é muito cedo para saber se realmente conseguimos interromper o acordo nuclear, mas Israel está preparado para todas as ameaças e todos os cenários”, afirmou Lapid, durante um briefing de segurança na base Nevatim, da Força Aérea Israel. “Se o Irã continuar a nos testar, descobrirá o braço longo e as capacidades de Israel”.

“Continuaremos a atuar em todas as frentes contra o terrorismo e contra aqueles que procuram nos atingir”, alertou.

Lapid revelou que concordou com o presidente dos EUA, Joe Biden, que Israel não ficará vinculado ao iminente acordo nuclear com o Irã caso seja assinado e que tem liberdade para agir para evitar a possibilidade de Teerã se tornar uma ameaça nuclear.

Os comentários de Lapid foram feitos no momento em que o diretor do Mossad, David Barnea, está em Washington, DC para esclarecer a posição de Israel sobre os perigos do emergente acordo nuclear entre o Irã e as potências ocidentais. Israel tem procurado reforçar a coordenação de segurança e inteligência com os EUA na questão nuclear iraniana.

Nas últimas semanas, Israel aumentou seus esforços diplomáticos contra o acordo nuclear, à medida que as negociações indiretas entre os EUA e as potências ocidentais para salvar o acordo nuclear do Irã de 2015 – conhecido como Plano de Ação Abrangente Conjunto (JCPOA) – pareciam estar chegando ao fim, após mais de 16 meses de negociações. O JCPOA ofereceu alívio das sanções ao Irã em troca de limites em seu programa nuclear.

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Autoridades do governo israelense disseram que os esforços já deram alguns frutos, pois alguns pontos que teriam causado danos a Israel e ao mundo foram excluídos do projeto de acordo.

Mais cedo, na terça-feira, o presidente Isaac Herzog falou perante o Bundestag (Parlamento) alemão pedindo à “família de nações que trabalhe com firmeza e assertividade contra o Irã e seus planos de desenvolver armas nucleares”.

“A diretriz deve ser clara: um estado que nega o Holocausto, um estado que age por ódio e beligerância, um estado que ameaça o direito de existência do Estado de Israel é inelegível para assinar acordos que apenas o encorajem, é inelegível para financiamentos ou fundos, é inelegível para concessões, em qualquer circunstância”, afirmou Herzog durante seu discurso. “A comunidade internacional deve ficar do lado certo da história, estabelecer condições claras, impor sanções ferozes e essenciais, criar um amortecedor impermeável entre o Irã e as capacidades nucleares. Deve agir e não recuar”.

Fonte: The Algemeiner
Foto: Koby Gideon (GPO)