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Operação não muda resultado de pesquisa eleitoral

Pesquisas das três principais emissoras de televisão de Israel, na segunda-feira, revelaram que a maioria da população acredita que o governo liderado pelo primeiro-ministro Yair Lapid, lidou bem com a recente rodada de combates em Gaza, mas que isso pouco muda as preferências de voto.

De acordo com as pesquisas, realizadas pelos Canais 12 e 13 e pela emissora pública Kan, se Israel fosse às urnas hoje, o país permaneceria em um impasse eleitoral, sem ninguém claramente capaz de formar uma coalizão majoritária.

Uma questão central nas próximas eleições de 1º de novembro é apoiar o popular ex-primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, com vários partidos prometendo fidelidade inabalável ao atual líder da oposição, enquanto outros prometeram nunca – ou nunca mais – se sentar em um coligação com ele.

Todas as três pesquisas revelam que o bloco que apoia Netanyahu – o Likud, o Sionismo Religioso, o Shas e o Judaísmo da Torá Unida – somaria 59 assentos, dois a menos da maioria necessária para formar um governo.

Ao mesmo tempo, de acordo com o Canal 12 e Kan, o bloco anti-Netanyahu – Yesh Atid, Azul e Branco, Yisrael Beytenu, Trabalhista, Meretz e Ra’am – obteria apenas 55 assentos, seis a menos da maioria.

A pesquisa do Canal 13 mostrou que o bloco anti-Netanyahu obteria 51 assentos e o partido Espírito Sionista, que é ambíguo sobre sua disposição de se sentar com o ex-primeiro-ministro, receberia quatro assentos. Tanto o Canal 12 quanto Kan dizem que o novo partido, liderado pela ministra do interior, Ayelet Shaked, não conseguiria ultrapassar o limite eleitoral.

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Todas as três pesquisas mostraram que a Lista Conjunta, predominantemente árabe e que dificilmente ajudará qualquer um dos blocos a formar uma coalizão, obteria seis assentos.

As pesquisas de TV israelenses têm sido historicamente de confiabilidade questionável, mas, no entanto, indicam tendências e muitas vezes orientam a tomada de decisões dos políticos. As pesquisas de segunda-feira, por exemplo, demonstraram a profunda intransigência nos campos políticos do país.

Ou seja, os resultados quase coincidem com os de pesquisas anteriores, apesar de que uma maioria significativa da população acredita que a ofensiva de sexta-feira a domingo contra o grupo terrorista Jihad Islâmica Palestina na Faixa de Gaza foi uma operação militar bem-sucedida.

De acordo com a pesquisa do Canal 13, 58% dos israelenses disseram acreditar que a operação, foi bem-sucedida e 63% disseram que foi bem administrada por Lapid e pelo ministro da Defesa, Benny Gantz. Vinte por cento disseram que a operação não foi bem gerenciada.

Da mesma forma, a pesquisa da TV Kan mostrou que 57% dos entrevistados acreditavam que só Israel venceu esta rodada de luta, enquanto 30% disseram que nenhum dos lados venceu de forma decisiva e 4% disseram que a Jihad Islâmica venceu.

De acordo com as FDI, terroristas palestinos dispararam mais de 1.100 foguetes contra Israel durante os combates, cerca de 380 dos quais foram interceptados pelo sistema de defesa antimísseis Iron Dome, com uma taxa de sucesso de 95 a 97%. Os militares estimaram que cerca de 200 projéteis não conseguiram passar pela fronteira e caíram dentro da Faixa.

Fonte: The Times of Israel
Fotos (montagem): Wikipedia

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