Protestos contra as novas regras do passaporte verde

Israel apertou as regras para obtenção do Passaporte Verde no domingo para permitir que apenas aqueles que receberam uma dose de reforço da vacina ou se recuperaram recentemente do coronavírus entrem em locais fechados. Os novos critérios significam que quase 2 milhões de pessoas perderão o passaporte de vacinação nos próximos dias.

No primeiro dia da nova regra, problemas técnicos na emissão do novo documento atrapalharam sua implementação, com milhões de israelenses tentando reeditar a documentação digital que permitiria a entrada em lojas, restaurantes, eventos culturais, academias e outros locais fechados.

Milhares de pessoas fizeram manifestações em todo o país em protesto contra o sistema de passaporte verde, com caravanas de carros obstruindo as estradas pela manhã, quando muitos israelenses voltavam ao trabalho, após os grandes feriados judaicos de setembro. Os opositores do sistema dizem que é uma forma de vacinação forçada.

“Somos totalmente contra qualquer vacinação forçada ou qualquer medicamento forçado, e somos totalmente contra fazer qualquer coisa aos nossos filhos e netos que não concordemos”, disse Sarah Felt, que protestou ao longo da estrada que liga Jerusalém a Tel Aviv.

De acordo com as novas diretrizes, as pessoas devem ter recebido uma dose para serem elegíveis para um passaporte verde. Aqueles que receberam duas doses da vacina e aqueles que se recuperaram do coronavírus receberão passes válidos por seis meses após a data da vacinação ou recuperação.

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Israel saiu na frente, no início deste ano, para vacinar a maior parte de sua população adulta depois de fechar um acordo com a Pfizer para trocar dados médicos por um fornecimento constante de doses.

Neste verão, Israel lançou uma campanha agressiva de reforço para fortalecer a eficácia da vacina em declínio em sua população. Mais de 60% da população de Israel recebeu duas doses da vacina Pfizer/BioNTech e quase 3,5 milhões dos 9,3 milhões de cidadãos de Israel receberam uma dose de reforço da vacina. Mas pelo menos mais 2 milhões receberam apenas duas doses, e muitos perderão os privilégios conferidos pelo passaporte verde.

Nos últimos meses, houve um aumento de novos casos de coronavírus em Israel. No domingo, mais de 70% dos 588 casos graves de coronavírus em hospitais israelenses eram indivíduos não vacinados, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

O ministério emitiu um comunicado na manhã de domingo que, devido ao tráfego intenso em seu site e aplicativo do Passaporte Verde, os certificados existentes anteriormente seriam válidos por mais três dias.

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