A resiliência de um pequeno povo e sua fé inabalável

Por Mary Kirschbaum

Esta é mais uma história desta gente teimosa, que insiste na sua verdade e distinção.

O povo israelita novamente enfrentará todos os demônios, pelo simples fato de amarem o Criador com todas as suas forças.

Eles o veneram, eles creem N’ele e só N’ele. D’us único, adorado e temido por sua imensa e infinita bondade.

Infinita Luz, Fonte Inesgotável. D’us dos milagres.

E os milagres foram muitos a serem memorados na festa de Chanucá.

De contrapartida a toda e qualquer probabilidade de se vencer um dos maiores exércitos da terra, nos meandros do segundo século antes de cristo, um pequeno bando de judeus fiéis, obedientes aos mandamentos, mas totalmente mal armados, liderados por Judá, o Macabeu, derrotaram os gregos e os expulsaram de sua terra. Se livrando assim do domínio deste império, que havia imposto a todo o povo de Israel a aceitar sua cultura, proibindo-os de praticarem sua fé de Mitzvot e a crença no seu Amado D’us.

Recuperando o Templo sagrado de Jerusalém, que havia sido destroçado pelos inimigos, iniciando uma busca para acender a sua menorá, encontraram apenas uma única botija intacta de azeite de oliva, e milagrosamente, eles acenderam a menorá e o suprimento de um dia de óleo, durou oito dias.

Estas são as luzes que acendemos na ocasião de Chanucá. Festa das luzes.

Luzes da esperança.

Um pequeno povo, o povo de Hashem que traz a sua contribuição espalhando luz no mundo.

Um pouco de luz, para afastar a escuridão.

Judaísmo, “Ner Tamid”: “A luz eterna da humanidade”

Falando em judaísmo, também é esta a vitória que se tem ao se prezar a verdade e a pureza moral, em contraste com o ideal de beleza exterior, enfatizado pelos gregos e sírios da época.

Nossas crenças e valores espirituais prevalecem sobre os materiais. Estes são eternos enquanto os outros ilusórios e finitos.

O povo judeu é o povo da fé, o povo da esperança e da resiliência.

Uma vitória de poucos sobre muitos, dos fracos sobre os fortes.

“Não pelo poder nem pela força, mas pelo meu espírito, diz o Senhor” (profeta Zacharias).

Os Macabeus lutaram pela liberdade da sua fé.

A história judaica está repleta de exemplos do espírito judaico de triunfo sobre a adversidade baseado na fé em D’us.

E porque D’us escolhe este minúsculo povo para tarefas tão grandes? “D’us diz a Moshé: Não conte os judeus. Peça a eles para doar, e então conte as contribuições”.

E quando se trata de fazer uma contribuição (dar algo de especial ao mundo), os números não contam, o que importa é o comprometimento, a paixão, a dedicação e uma causa.

Exatamente por sermos tão pequenos como povo, cada um de nós conta. Até um único indivíduo pode mudar o mundo.

As luzes de Chanucá são o símbolo da sobrevivência do povo judeu e da cultura judaica, representam esperança e fé.

Estamos aqui porque D’us nos criou em amor. E através do amor descobrimos o significado e o propósito da vida.

Que possamos todos nos alegrar com o espírito de chanucá, trazendo nossa luz a este mundo tão necessitado de fé e bênçãos divinas!

Chag Chanucá Sameach!

E muita esperança.