Memorial na Albânia homenageia herois do Holocausto

A Albânia inaugurou na última semana um memorial que homenageia os seis milhões de judeus assassinados durante a Segunda Guerra Mundial e os albaneses que protegiam os judeus dos nazistas.

No memorial em mármore, colocado na entrada do Artificial Lake Park de Tirana está escrito em três idiomas – inglês, hebraico e albanês – que “albaneses, cristãos e muçulmanos puseram em perigo suas vidas para proteger e salvar os judeus”.

Esse é um memorial do Holocausto diferente dos muitos encontrados em diversas cidades da Europa, pois não homenageia os cidadãos judeus mortos pelo regime nazista, uma vez que a Albânia foi o único país onde nenhum judeu morreu ou foi entregue. Os nazistas mataram seis milhões de pessoas, mas os albaneses protegeram suas poucas centenas de amigos judeus e ajudaram outros judeus que fugiram da Alemanha e da Áustria, enviando-os para o exterior ou escondendo-os em casa.

As forças alemãs nazistas ocuparam a Albânia, de setembro de 1943 a novembro de 1944, quando foram expulsas por partidários comunistas locais.

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“Somos o único país com mais judeus após a Segunda Guerra Mundial, onde os judeus vieram em busca de proteção e salvação”, disse o primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama.

A Albânia saiu da guerra com uma população de judeus onze vezes maior do que no início, totalizando cerca de 1.800. Muitos destes emigraram para Israel, mas centenas lá permaneceram até a queda do comunismo no início dos anos 90, quando deixaram o país para viver em Israel.

Em 2018, 75 cidadãos da Albânia foram reconhecidos pelo Yad Vashem como justos entre as nações.

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