Obras de restauração na sinagoga mais antiga do Egito

O Ministério do Turismo e Antiguidades do Egito anunciou o início das obras de restauração da sinagoga Ben Ezra, a mais antiga do Egito, como parte dos projetos do país para revitalizar o Cairo antigo.

O secretário-geral do Conselho Supremo de Antiguidades, Mustafa Waziri, explicou que uma comissão mista já foi formada para cooperar com o departamento de projetos do Conselho para iniciar a restauração do templo sagrado. Ele afirmou que Ben Ezra, localizada no bairro de Al Fustat no Cairo e datada do ano de 882, é “a sinagoga mais antiga do Egito” e o último trabalho de restauração feito no templo foi em 1991.

O chefe do Setor de Antiguidades Islâmicas, Coptas e Judaicas do Conselho Supremo de Antiguidades, Osama Talaat, lembrou na nota que uma série de documentos históricos do século 19, conhecidos como “a Geniza do Cairo” foram encontrados no interior da sinagoga. São textos bíblicos e litúrgicos, livros e cartas que foram escritos em hebraico, árabe, persa, aramaico e iídiche.

Nesta restauração, o templo será isolado para “protegê-lo do efeito da humidade”, bem como o “tratamento das camadas de cor” desgastadas por vários fatores climáticos.

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De acordo com a página oficial do Ministério de Antiguidades, a sinagoga localizada dentro da Fortaleza da Babilônia, na área do Complexo Religioso do Cairo Velho, já foi o centro de muitas cerimônias, reuniões e orações, mas hoje não está aberta a o público.

Alguns acreditam que o templo já foi uma igreja ortodoxa copta que foi vendida a membros da comunidade judaica no Egito em 882, quando recebeu o nome de Ezra, o estudioso e filósofo religioso judeu.

Fonte: Aurora
Foto: Ovedc, CC BY-SA 4.0 (Wikimedia Commons)

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