Israel captura quatro fugitivos da prisão de Gilboa

Quatro dos seis fugitivos que escaparam da prisão de Gilboa foram capturados pela Unidade de Contraterrorismo da Polícia de Israel no início da manhã de sábado no norte do país.

Zakaria Zubeidi e Mahmoud Ardah foram encontrados em um estacionamento no vilarejo de Umm el-Ghanam, horas depois que Yakoub Mohammed Qadri e Mohammed Ardah foram localizados em Nazaré. Munadil Nafayat e Iham Kahamji permanecem foragidos.

A polícia de Israel disse que Zubeidi e Ardah foram encontrados escondidos num caminhão.

Segundo relatos, Qadri e Mohammed Ardah foram localizados depois que um residente de Nazaré disse à polícia que tinha visto dois homens cavando no lixo em busca de comida.

A família de quem supostamente contou à polícia sobre os fugitivos recebeu ameaças de morte e posteriormente negou envolvimento na captura, segundo a Ynet.

Um morador disse à Ynet que Zubeidi e Ardah “não resistiram” quando os policiais os prenderam.

Além dos relatos dos cidadãos à polícia, os fugitivos foram capturados pela Unidade de Contraterrorismo da Polícia, com apoio dos rastreadores das FDI da unidade de reserva Mirol.

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A unidade, que foi formada após o sequestro e assassinato de três adolescentes israelenses em 2014, conseguiu identificar as pegadas dos fugitivos, bem como um maço de cigarros e uma lata de refrigerante por volta das 22h30 e, em seguida, encontrou e Zubeidi e Ardah em um estacionamento em Umm el-Ghanam.

Fontes do Departamento de Defesa especularam no sábado que é cada vez mais provável que os dois fugitivos restantes tenham se separado do grupo.

Cinco fugitivos, Munadil Nafayat, Iham Kahamji, Yakoub Mohammed Qadri e os irmãos Mahmoud e Mohammed Ardah são membros da Jihad Islâmica Palestina.

O sexto, Zakaria Zubeidi, foi um líder nas Brigadas de Mártires de al-Aqsa da Fatah durante a Segunda Intifada. Mais tarde, ele recebeu anistia, mas foi preso novamente em 2019.

Eles escaparam da prisão Gilboa, a cerca de 30 quilômetros de distância de onde foram encontrados. Embora as forças de segurança inicialmente pensassem que os prisioneiros foram ajudados após a fuga, elas agora acreditam que os fugitivos não tiveram nenhuma assistência externa.

Após sua prisão, eles foram transferidos para a agência de segurança interna Shin Bet para interrogatório.

Pouco depois da prisão de Qadri e Mohammed Ardah, milhares de palestinos protestaram violentamente em toda a Cisjordânia e entraram em confronto com as tropas das FDI. Um foguete também foi lançado da Faixa de Gaza e foi interceptado pelo sistema de defesa antimísseis Iron Dome. As FDI responderam com um ataque aéreo contra uma infraestrutura militar do Hamas.

“Espero que o dia termine com tranquilidade, mas em qualquer caso, as FDI estão preparadas para qualquer desenvolvimento”, disse Gantz, acrescentando que Israel está trabalhando ao lado da Autoridade Palestina para encontrar os fugitivos.

Gantz estava acompanhado pelo chefe da Divisão de Operações das FDI, Major-General Oded Basiuk e o chefe do Comando Central Major-General Yehuda Fuchs, bem como representantes do Shin Bet, Polícia de Fronteira, Polícia de Israel e Serviços Prisionais de Israel.

Em um comunicado, a Jihad Islâmica disse que considera Israel totalmente responsável pelas vidas de Yaqoub Qadri e Mahmoud Abdullah Ardah.

A Jihad Islâmica advertiu que qualquer dano às suas vidas equivaleria a uma declaração de guerra contra os palestinos e desencadearia uma série de medidas de retaliação contra o regime sionista.

O movimento Fatah também responsabilizou Israel pelas vidas dos prisioneiros e conclamou a comunidade internacional e as organizações de direitos humanos a intervir e proteger os prisioneiros palestinos dentro das prisões israelenses e a interromper os ataques em andamento contra eles.

Fontes: The Jerusalem Post e Qods
Foto: Montagem a partir de fotos das mídias sociais

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