Testes com a Brilife começam na próxima semana

O Instituto de Pesquisa Biológica de Israel (IIBR) anunciou que iniciará os testes de sua vacina (Brilife) contra o coronavírus  na próxima semana. A vacina recebeu todas as aprovações necessárias do Ministério da Saúde e do Comitê de Helsinque para experimentos médicos em humanos.

O diretor do Instituto, Prof. Shmuel Shapira, disse que esta é uma “etapa importante e crucial” no desenvolvimento da vacina.

O teste humano de Fase I durará vários meses e será feito em 80 voluntários com idades entre 18 e 55 anos no Centro Médico Sheba em Tel Hashomer e no Centro Médico da Universidade Hadassah de Jerusalém.

O teste começará em 1º de novembro com dois voluntários. Dependendo de suas respostas, os demais receberão gradativamente a vacina – 40 pessoas em cada centro médico. Cada voluntário receberá uma injeção, mas alguns receberão um placebo. Cada voluntário será monitorado ao longo de três semanas para determinar se há algum efeito colateral causado pela vacina. Os pesquisadores também vão examinar se os voluntários desenvolvem anticorpos contra o coronavírus, o que leva à imunidade.

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Quando a Fase I for concluída, se bem-sucedida, a Fase II começará, testando a vacina em 960 voluntários saudáveis ​​com mais de 18 anos. A Fase II está prevista para começar em dezembro nos centros médicos em todo o país. Essa fase tem como objetivo concluir os testes de segurança e identificar as doses certas, bem como continuar a avaliar a eficácia.

Se as duas primeiras fases forem bem-sucedidas, um ensaio de Fase III com 30.000 voluntários começará em abril ou maio do próximo ano para o estágio final. Depois de concluída, a vacina pode ser aprovada e a população pode ser vacinada contra o vírus.

A Brilife é baseada em um método bem conhecido de vacinação, disse o instituto. A novidade é o uso do vírus da estomatite vesicular (VSV) – um tipo de vírus que não causa doenças em humanos. Por meio da engenharia genética, as proteínas são anexadas ao vírus VSV para formar “coroas” de coronavírus que são identificadas pelo corpo como COVID-19. Como resultado, o corpo produz anticorpos contra ele.

O site de notícias N12 informou na noite de domingo que a vacina foi testada em porcos e considerada eficaz.

O IIBR vem se preparando há vários anos para uma ameaça desconhecida como esta. Como parte da preparação científica, o instituto adquiriu e montou uma infraestrutura nacional para a rápida identificação de patógenos epidêmicos e desenvolveu ferramentas para o planejamento rápido de vacinas em resposta a surtos.

O Instituto tem capacidade para produzir 15 milhões de doses.

Foto: Pxfuel.com

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