10 anos de guerra civil na Síria

Por Janine Melo

A guerra civil na Síria começou como parte da Primavera Árabe, uma série de levantes contra muitos regimes no Oriente Médio. Nesta guerra, que se dá até hoje, lutam entre si as forças leais ao regime de Bashar al-Assad (filho de Hafez al-Assad, que subiu ao poder em 1970 com o partido Ba’ath) e as forças opostas a Assad, às quais se juntaram ao longo dos anos curdos, jihadistas e até o ISIS (Estado Islâmico).

O conflito começou como uma série de manifestações em toda a Síria, no dia 15 de março de 2011, e continua até hoje. Para vencer sua batalha, junto com a intervenção dos russos, iranianos e do Hezbollah, Bashar al-Assad usou armas não convencionais e cometeu massacres, crimes de guerra e crimes contra a humanidade.

É importante dizer, para quem ainda não entende o equilíbrio de poder no Oriente Médio, que o regime de Assad é composto de Alauitas, que assim como os sunitas e xiitas, são mulçumanos, porém de uma corrente muito menor que as duas últimas mencionadas.

Os Alauitas são a minoria na Síria, mas ainda assim eles reinam no país. Sendo assim, a força de resistência que surgiu contra o governo de Assad foi composta em sua maioria por sunitas, que foram massacrados ao longo dos anos. Os que sobreviveram fugiram para muitos países do Oriente Médio e da Europa (há uma minoria em outros países também, como o Brasil).

Esta é uma das piores e mais cruéis guerras que se deram no mundo e muito pouco se fala sobre isso. Os russos e o regime da revolução iraniana estão profundamente ligados à esta guerra e aos mais de 500 mil mortos e 6 milhões de refugiados sírios.

Foto: Christiaan Triebert (Wikimedia Commons)

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