A importância de um Monte que representa nossa história

Por Janine Melo

Na década de 1980, o falecido Professor Adam Zartal começou a escavar um sítio arqueológico localizado no topo do Monte Ebal, situado ao norte de Shchem (Nablus) e em frente ao Monte Grizim. Este sítio arqueológico resultou ser um lugar importantíssimo na história do povo judeu. No topo do monte foi descoberto um altar construído 1300 anos a.E.C. pelo povo judeu, com sua entrada na terra de Israel, depois de sua saída do Egito.

No livro Yehoshua, Capítulo 8, está escrito: “Então Josué construiu no monte Ebal um altar e o consagrou a Adonai, o Deus de Israel”, conforme Moisés, servo do Senhor, havia ordenado aos filhos de Israel. Ele o construiu de acordo com o que está escrito no Livro da Torá, Lei de Moisés: um altar de pedras brutas, não lavradas, nas quais não se usou ferramenta alguma de ferro.

Este altar de pedras brutas, descoberto pelo Prof. Zartal, é visto como a prova de que a história bíblica da entrada do povo de Israel com Yehoshua Ben Nun em Israel é verdadeira.

Nos últimos meses, a Autoridade Palestina, que controla a área que fica ao lado do Monte Ebal, começou a pavimentar uma estrada que passa perto do local do altar e tem como objetivo ligar a aldeia de Atzira a-Shamalia e a cidade de Shchem. Nesta última quarta-feira, tratores foram mandados ao Monte Ebal para tirar de lá pedras para a construção desta estrada. Pedras deste mesmo sítio arqueológico.

Eu não sei quantos de vocês, leitores e leitoras, estarão entendo por meio das minhas palavras a gravidade deste ato cometido pela Autoridade Palestina. Essas não são só pedras, estas são a prova de que o povo judeu esteve há centenas de anos aqui, nesta área pequena do Oriente Médio. Os tratores não tocaram no altar em si, mas sim nas pedras ao seu redor. Porém, isto não diminui da gravidade do que foi feito neste sítio que deve remanescer intocado.

“Um povo que não conhece seu passado, seu presente é escasso e seu futuro está envolto em névoa”, disse Yigal Alon. Vamos preservar nossa memória, e com isso, nosso presente e futuro.

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