Chanuca, Natal & Reveillon

Por Nelson Menda

Dezembro é considerado, tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos, o mês dedicado às grandes festas.

Quando eu residia no Rio era um período de muita agitação, pois além das efemérides religiosas era a ocasião em que as pessoas saíam às compras, especialmente depois do recebimento do 13º salário. Coincidia, também, com a fase dos encontros festivos entre amigos e parentes.

As lojas e ruas ficavam superlotadas e os ladrões de diferentes modalidades aproveitavam para exercer o que melhor sabiam fazer, roubar. O trânsito ficava ainda mais caótico do que o habitual e, para complicar a situação, São Pedro, eterno desmancha prazeres, costumava despejar sobre a cidade terríveis aguaceiros no finalzinho das tardes, que agravavam a já complicada situação de quem precisava chegar em casa.

A compensação ocorreria logo depois das festas do Reveillon, quando parte da população iria viajar para curtir suas merecidas férias, com a opção de poder optar entre o litoral e a serra. Nesse particular o Rio foi uma cidade privilegiada, pois além de suas paradisíacas praias sempre ofereceu uma gama de belíssimas paisagens montanhosas. Além do mais, tudo pertinho, a menos de duas horas de carro por excelentes rodovias.

De repente, de uma hora para outra, tudo mudou, como asseguravam os versos da saudosa Maísa Matarazzo na canção “meu mundo caiu”. Neste fim de ano, quem tiver juízo vai continuar praticando o isolamento social, para evitar a segunda onda dessa praga que já causou a morte de quase duzentas mil pessoas só no Brasil. Quantos de nós já não perderam um parente, um amigo ou um conhecido para essa traiçoeira doença? Será que a população vai tomar juízo pelo menos uma vez na vida, buscando interromper o curso sinistro de uma virose que está na antevéspera de ser controlada?

Ao mesmo tempo em que escutamos os alertas das autoridades médicas para que as pessoas tenham um pouquinho mais de paciência, pois a vacina já está chegando, as televisões exibem imagens preocupantes de aglomerações nas praias, bares e restaurantes. O tempo de incubação dessa virose é de duas semanas e já estão sendo esperadas novas levas de infectados para os períodos subsequentes à Chanuka, a Festa das Luzes da tradição judaica, o Natal, que celebra o nascimento de Cristo e o Ano Novo, dedicado à confraternização universal.

Tenho a esperança de que as pessoas se conscientizem dos riscos que estão correndo, não só de contrair como de transmitir, para seus amigos e parentes, uma enfermidade que também está com os dias contados, pois já se conhece a maneira de interromper seu curso.

Eu, particularmente, já perdi várias pessoas do meu círculo de relacionamento e, sinceramente, gostaria que essa triste história parasse por aí. Não desejo que as pessoas deixem de comemorar as festas de fim de ano. Mas que, ao invés de se abraçar e beijar, confraternizem por telefone, E-mail, WhatsApp, Zoom, GoToMeeting, Meet e outros recursos que não existiam ao tempo da famigerada gripe espanhola.

Se apenas um leitor seguir as recomendações expostas nesta mensagem terá valido a pena redigi-la. Mazal tov, Chag Sameach, Feliz Natal e Próspero Ano Novo!

Foto: Yonatan Sindel (Flash90)

7 thoughts on “Chanuca, Natal & Reveillon

  • Pingback: Chanuca, Natal & Reveillon - Rede Israel

  • 17 de dezembro de 2020 em 17:05
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    Infelizmente o caos causado pelo vírus é internacional, porém existe uma grande esperança de que tudo acabe com a chegada vacina. Vamos torcer para que essa cura se torne realidade e não esteja apenas em nossa torcida para que tenha um rápido e bom desfecho! Boas festas a todos de todos os credos , raça s, filosofias. Que possamos ter pensamentos positivos de prosperidade, união, paz e evolução para todos sem exceção.Depois desse ano de 2020 merecemos um grande alívio e nossas vidas , melhores do que antes , de volta . Depende de nós . Que venha 2021 , sem racismos , preconceitos e outros sentimos negativos que torna a vida ruim e são totalmente desnecessários. Que possamos realmente ter nossos momentos de felicidade, junto aos nossos familiares, amigos , junto a nossa sociedade. Que tudo que passamos sirva de lição, pois somos seres humanos e como tal devemos nos comportar ! Feliz vida !

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  • 18 de dezembro de 2020 em 07:23
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    Esse é o desejo de todos nós, Cristina. Continuemos nos cuidando, pois já se vislumbra uma luz no fim do túnel. Um abração, extensivo à toda sua família. Nelson

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  • 19 de dezembro de 2020 em 05:42
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    É verdade Nelson, que possamos realmente chegar até essa luz no fim do túnel. Um abraço a você e aos outros membros de nossa família!

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  • 20 de dezembro de 2020 em 01:02
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    Oi, Cristina. Vc. é muito observadora, pois a “sua” família é a “NOSSA FAMÍLIA”. Abs. e Boas Festas. Nelson

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  • 22 de dezembro de 2020 em 02:14
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    Nelson, nós seremos parceiros de isolamento social, assim ganhamos todos! A vacina está aí então vale a pena ter paciência! É a nossa vida que está em jogo. Esperemos por melhores momentos…
    Vamos confraternizar físicamente distantes mas de mente e coração bem juntos a todas as pessoas que nos são ‘caras’. Por isto, desejamos a você, e demais familiares um Natal cheio de paz e harmonia e um Ano Novo próspero e feliz! E livres do covid!!!
    Bjs

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  • 22 de dezembro de 2020 em 06:53
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    Obrigado, Vani. Desejo o mesmo para. vc,, seu esposo e demais pessoas da família. Nelson

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